Sunday, September 24, 2006

Link PodCast - Abertura

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Paulo Marçaioli - 3o JoA - 204151

Link PodCast - Mercado Fonográfico

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Paulo Marçaioli - 3oJoA - 204151

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Paulo Marçaioli - 3o JoA - 204151

Tuesday, September 19, 2006

Governo pode perder maioria no Senado; e PMDB, o comando do Congresso

PFL e PSDB estão em melhores condições de sair da disputa eleitoral com as maiores bancadas de senadores, o que lhes daria legitimidade para reivindicar a presidência do Senado.

Link: http://cartamaior.uol.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=12273

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Ainda relacionado ao post anterior, o link destaca a previsão das pesquisas que aponta ao aumento proporcional de senadores da oposição e a perda do comando do senado pelos governistas.

Atualmente, o senador Renan Cavlheiros representa uma das referências do PMDB governista, campo que assistiu a um gradul esgotamento frente aos escândalos de corrupção. A situação pouco coesa desse partido foi expressada na discussão sobre o lançamento ou na de uma candidatura própria do partido. Importantes quadros do partido, como Pedro Simon e Michel Temer fizeram campanha pela candidatura própria: o imbróglio chegou até a justiça, após duas convenções eleitorais ratificarem deliberações distintas.

O campo de negociações partidárias será, para um eventual segundo mandato de Lula, muito mais restrito, o que coloca em questionamento as declarações do presidente e candidato, de que a partir de agora, as mudanças virão de maneira mais fácil.

Chapa Lula/Alencar é lançada; governabilidade volta à pauta - ELEIÇÕES 2006

Passados três anos e meio do primeiro governo petista, as atenções foram desviadas da disputa eleitoral para o complexo tema da governabilidade, essencial para a conquista de avanços caso haja um segundo mandato

Link- http://cartamaior.uol.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=11516&alterarHomeAtual=1

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Ainda que a reeleição de Lula seja tida como garantida, o desafio do 2o mandadto será agregar uma base parlamentar fragmentada, em função dos escândalos de corrupção e do abandono do partido dos trabalhadores de suas bandeiras históricas.

O cenário de 2002 é radicalmente diferente de hoje, 15 dias das eleições. Há quatro anos, PPS, PDT, PSTU e uma maior fatia do PMDB apoiaram (com maiores ou menos ressalvas) o candidato Lula. O PPS abandona o partido e vai para oposição após os escândalos de corrupção em 2004. O PDTencontra-se dividido, ainda que tenha uma candidatura própria, e num eventual segundo turno, não deve apoiar Lula. PSTU partiu para a oposição logo em 2002, com a reforma da previdência. O mesmo ocorre com os "radicais" do PT, expulsos por votarem contra a reforma da previdência, e mobilizados na construção de um novo partido, o PSOL.

O PMDB deverá ser prioridade na disputa pela chamada governabilidade. Porém, a situação parece difícil, o que se revelou com a infeliz declaração do presidente (desmentida oficialmente) de que para fazer as reformas de que o Brasil precisa, seria preciso "fechar o congresso".

Recordar é viver: a tradição da direita brasileira é golpista

Lula lidera as pesquisas. A eleição está resolvida? Recentes acontecimentos recomendam atenção para um velho hábito da direita brasileira: o golpismo. Ao longo do século XX, o país teve duas experiências de governos com pendores populares. Uma delas acabou com o suicídio do presidente. A outra foi abortada por um golpe militar. A terceira experimenta alguns fenômenos que se repetiram nas duas primeiras.

Link: http://cartamaior.uol.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=12272

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Comentário

A quinze dias das eleições, um escândalo ligado à direção do Partido dos Trabalhadores pode causar mudanças radicais no desenrolar das eleições. A PF flagrou petistas, a mando de um assessor especial do presidente, pagando quase 2 milhões de reais à funcionários da Planam (empresa envolvida na máfia do sanguessuga) com imagens e fotos que comprovaria a ligação de José Serra e Geraldo Alckmin ao escândalo das ambulâncias.

Se os jornalões de oposição usam o fato com gancho para atacar o PT, o que tornou-se ainda mais intenso com a denúncia de que telefones de ministros do STF estariam grampeados, a Carta Maior rebate as críticas dizendo que se trata de mais uma tentativa de golpe das elites do país.

Como diz o ditado, quando dois elefantes brigam, quem sai perdendo é a grama. O embate entre PT e PSDB (ambos, minimamente envolvidos no escândalo, o primeiro com espionagem política e o segundo com explicações a dar sobre as imagens desbaratinadas) só revela uma disputa eleitoral "do mais do mesmo".

Cada mídia faz a escolha mais conviniente, e o povo (grama) sai perdendo.

Tuesday, August 29, 2006

A quem derrota Lula?

O efeito formador da opinião por parte da midia parecia arrasador, mas quando o circuito de opinião publica se alargou, com o início da campanha eleitoral, a massa pobre da população desequilibrou, de forma extremada, a favor de Lula, que não apenas obtêm dados que fazem esperar sua vitória no primeiro turno, como assentada em um impressionante caudal de votos populares, que se afirmam como sólido apoio para o presidente.

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O artigo de Emir Sader relaciona os bons índices da candidatura de Lula com o enfraquecimento do potencial de formação da opinião pública a partir dos jornais e outras mídias. A idéia é de que o candidato do PT de certa forma "venceu" a capacidade de formação de opinião através de uma política baseada no beneficiamento imediato da população pobre. Se por um lado, a imprensa cumpre, nas palavras de Gramnci, o papel de "partido mais coerente da burguesia", por outro, um candidato popular ("popular" no sentido de projeto de governo, o que é, altamente discutível) consegue passar alheio às inúmeras denúncias de corrupção.

Além disso, notou-se que, após o início do horário eleitoral, os números de Lula melhoraram ainda mais, o que é fruto de um alargamento dos meios quanto a formação da opinião pública, além do próprio contato direto da população com os índices oficiais do governo.

O autor reconhece, porém, que a "vitória" de Lula é mantida a partir de certo distanciamento de sua figura com a do Partido dos Trabalhadores. O PT, segundo Sader, foi o mais atingindo com a onda de denúncias. Nesse sentido, a campanha de Lula tem se ocupado de distanciar a imagem do presidente e seu partido, evitando a exposição das estrela vermelha e produzindo um material com cores diferentes do vermelho e branco.

Tuesday, June 06, 2006

LUTA SINDICAL - Esquerda dividida

CUT abre seu 9° Congresso com ato de apoio a Lula

Cerimônia de abertura contou com as presenças do senador Aloizio Mercadante, candidato ao governo de São Paulo pelo PT, e dos presidentes do partido, Ricardo Berzoini, e da Câmara dos Deputados, Aldo Rebelo (PCdoB-SP).

Marcel Gomes – Carta Maior

Link: http://cartamaior.uol.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=11373

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ANÁLISE
O 9o congresso da CUT surge como plataforma eleitoral dos governistas, vista a relação indissociável entre a central e o partido dos trabalhadores ao longo dos últimos 20 anos.

PT e CUT confundem-se: os fundadores do primeiro foram nomes expressivos nas lutas que culminaram na criação do segundo.

Hoje, a CUT vive um processo de crise de legitimidade, reflexo da crise da esquerda como um todo no país. Setores descontentes com o governo Lula e com a atuação da central, acusada de mera "linha auxiliar do poder", romperam com a CUT em 2002. A alternativa encontrada foi a criação de uma nova entidade sindical, a CONLUTAS (Coordenação Nacional de Lutas), que agrega sindicalistas ligados majoritariamente ao PSTU e PSOL.

Processo semelhante ocorreu no movimento estudantil, com a ruptura dos "radicais" com a UNE e a criação da CONLUTE (Coordenação Nacional de Luta dos Estudantes).

Ambas, CONLUTE e CONLUTAS, se reuniram no último dia 18 no 1o CONAT (Congresso Nacional dos Trabalhadores) em Sumaré e formalizaram a criação das entidades, como resposta ao aparelhamento político e à burocratização das centrais governistas.

O debate sobre a ruptura ou não das entidades ditas "governistas" remete a duas avaliações disntintas. Para alguns, existe uma "crise de direção" na CUT e UNE, e por isso é preciso organizar-se enquanto oposição e disputar os órgãos nos colegiados específicos. Para outros, a crise na CUT e UNE é orgânica: tornou-se impossível disputar as direções das entidades, sendo necessária a ruptura e o não reconhecimento desses órgãos.

Deve-se ressaltar que a agência não noticiou a realização do CONAT no dia 18 de Maio.

Monday, June 05, 2006

ELEIÇÕES 2006 - Católicos querem formar "bancada da transformação social"

De acordo com Daniel Seidel, secretário-executivo da Comissão Brasileira de Justiça e Paz (CBJP), existe uma avaliação de que a próxima composição do Legislativo federal corre o risco de ser ainda mais “conservadora” que a atual.

Maurício Hashizume - Carta Maior

http://cartamaior.uol.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=11353

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ANÁLISE
A nota do site remete ao debate sobre o perfil político do governo Lula feito por movimentos sociais historicamente ligados ao PT. Entidades ligados ao partido, mas tensionadas pela base, que reivindicavam em 2002 um governo ligado às lutas por terra, moradia, direitos humanos etc.

As bandeiras das chamadas pastorais (setor progressista da igreja Católica) vão do desenvolvimento sustentável, ao combate à pobreza e democratização do Estado, pautado pela articulação entre governo e movimentos sociais. Segundo a avaliação desses setores, as eleições desse ano correm o risco de culminar numa conjuntura ainda mais conservadora, com a conquista de cadeiras no parlamento por partidos dissociados dessa aliança popular, beneficiados com a crise política que certamente resultará numa queda de quadros do PT no parlamento.

Entretanto, vale lembrar que a avaliação dos católicos parte da idéia de que a atual conjuntura por si só é “conservadora”, ainda que o partido que está no poder se reivindique de esquerda.

As promessas de transformações sociais mais profundas, que implicassem numa ampla e irrestrita reforma agrária e num projeto amplo de redistribuição de renda, já se revelavam irrealizáveis com a chamada “Carta ao Povo Brasileiro”, causando constrangimento nas bases dos movimentos sociais e suas direções, historicamente bem relacionadas com o PT. O maior deles, MST, não deve formalizar o apoio a Lula, ao menos no primeiro turno.

PSTU, PSOL e PCB, lançaram no último mês a chamada “Frente Classista e Socialista” que pede a adesão de movimentos sociais, no sentido de romper com o governo Lula e radicalizar suas lutas no ano eleitoral. Abrem-se dois caminhos para os movimentos sociais: disputar o governo e pressioná-lo à esquerda ou somar-se à oposição. Em ano de eleição, o flanco abre o espaço necessário a um recrudescimento das lutas, especialmente caso o parlamento se torne ainda mais “conservador”. .

Thursday, May 04, 2006

O PT TEM FUTURO? - As idéias da refundação e a refundação das idéias

O PT TEM FUTURO?

As idéias da refundação e a refundação das idéias

Ato pela refundação do PT lotou auditório do Sindicato dos Engenheiros de São Paulo. Na mesa, Louise Caroline, Paulo Skromov, Tarso Genro, Paul Singer, Zilah Abramo, Raul Pont e José Lopes Feijó. Na platéia, intelectuais, sindicalistas, movimentos sociais e petistas históricos.

Convocação para a refundação
Marco Aurélio Weissheimer - Carta Maior

http://agenciacartamaior.uol.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=3783

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ANÁLISE
A nota discorre sobre o lançamento de uma campanha de refundação do Partido dos Trabalhadores, a partir de uma série de encontros, reforma do estatuto do partido e a convocação de um novo congresso programático.

A notícia é de 06/09/2005. Desde então, ocorreram no partido o PED (com a vitória do ex-ministro Ricardo Berzoini, representante do campo majoritário) e uma convenção eleitoral (que ratificou uma ampla política de alianças partidária). E nada mais.

A idéia de refundação do partido coincide com a pior fase da crise política de 2005. Em setembro do ano passado caia o ministro da Casa Civil José Dirceu. O partido vinha sendo obrigado a explicar irregularidades na campanha de 2002 e já dispensara seu presidente (José Genoíno) e seu tesoureiro (Delúbio Soares). Naquele momento, os dirigentes do partido sabiam que a credibilidade ética do PT nunca esteve tão em baixa, o que pontecializava demonstrações públicas de mudança, seja para a própria militância do partido, seja para a opinião pública em geral.

A avaliação era de que o partido errara ao compôr uma ampla aliança partidária, priorizando uma suposta governabilidade sobre a concepção programática do partido.

A crise extendeu-se e, como um assunto repetitivo e evasivo aos ouvidos da maioria da população, a imagem do presidente e do próprio partido foi lentamente voltando a patamares menos críticos. Desde o PED do ano passado, pouco se ouviu sobre uma refundação partidária de fato. A preocupação está mais ligadas às variáveis pesquisas de opinião pública do que a uma auto-avaliação de fato.

Tuesday, April 25, 2006

A esquerda e a ESQUERDA

ELEIÇÕES 2006
PSOL lança pré-candidaturas de Plínio e Heloisa Helena em SP

http://cartamaior.uol.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=10546

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ANÁLISE

CONJUNTURA
O refluxo de setores da esquerda, desiludidos com o projeto político "social-liberal" (1) do governo Lula pavimentou a criação de campos de oposição em partidos, sindicatos e movimentos sociais. A fundação do PSOL em 2004, a criação da CONLUTAS (Coordenação Nacional de Lutas) e CONLUTE (Coordenação Nacional de Luta dos Estudantes) e os últimos indicativos políticos de movimentos como Consulta Popular e MTL (Movimento Terra Trabalho e Liberdade) denotam a divisão: tais grupos abrem franca oposição ao governo Lula e reivindicam transformações sociais mais profundas.

Historicamente ligados ao PT, tanto a CUT quanto a UNE começam a sofrer um forte questionamento de estudantes e trabalhadores, que acusam suas respectivas entidades de atuar como linha auxiliar do governo. O maior movimento social do país, o MST, que assistiu impávida a um governo que assentou menos trabalhadores do que FHC, não devem formalizar apoio a Lula em 2002, ao menos no 1o turno.

Dentre os partidos, PSOL e PSTU (Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado) devem lançar uma frente "Classista e Socialista" (2) que deverá atacar a falsa bipolarização entre PT e PSDB, um suposto projeto de esquerda e outro afirmativamente de direita. Nos sindicatos, a CONLUTAS nasce como uma ruptura da CUT, encarada como governista e aparelhada (3). No movimento estudantil, a CONLUTE atua como setor paralelo a UNE.

Nesse sentido, a esquerda vive um processo de fragmentação profundo, um refluxo em que poucos consensos e muitas disputas dividem os campos entre os polos governistas (PT, PCdoB, PSB, UNE, CUT e, em menor escala, MST) e de oposição (PSOL, PSTU, PCB, CONLUTAS, CONLUTE e MTL).

A DIVISÃO E A AGÊNCIA
É interessante notar que a falta de consenso é vista no portal. Alguns colunistas como Emir Sader e Marco Aurélio Weissheimer reconhecem a necessidade de mudanças no governo, criticam-no de modo pontual, mas ainda o reivindicam como "de esquerda". Porém, quando o assunto é a "outra esquerda", o enfrentamento é mais velado, reservado à opinião pontual dos colunistas.

A questão da "falsa bipolarização entre PT x PSDB" é apresentada de modo cáustico.
" (...) avaliação unânime de que o PSOL deve se apresentar como opção socialista ao que considera uma falsa polarização entre PT e PSDB – ambos defenderiam as mesmas políticas macroestruturais neoliberais -, diferente do tom agressivo contra o PT, o governo Lula e “seus amigos”, como a CUT e a UNE, e da auto-exaltação do PSOL. "

Na notícia analisada, o nome é Plínio Arruda Sampaio é apresentado como um opção diferente das usuais do PSOL. O político, recécm filiado ao Partido Socialismo e Liberdade, não tem adotado as mesmas críticas duras ao PT que Babá, Chico Alencar e Heloísa Helena.
Vale lembrar que Sampaio faz parte da tendência APS, Ação Popular Socialista. Tal tendência é entendida como um setor mais moderado, que agrega militantes e filiados que ainda não se definiram quanto a sua filiação partidária, PSOL ou PT.

A avaliação que fazemos é que o portal tem uma posição de reivindicação do PT, mas reconhece setores de oposição à esquerda do governo. Porém, pode julga-lá (oposição) de oportunista, ainda que não abertamente.